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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A incrível história Dolores Hart

Dolores Hart e Elvis Presley em "Loving You".
 Nascida em Chicago, em 1938, Dolores viera para Califórnia com a sua mãe quando tinha apenas 4 anos. Não sabia então que seus pais haviam se divorciado. Em 1949, sua mãe se casou novamente com um dono de restaurante em Hollywood, só assim Dolores Marie Hicks (como foi batizada) compreendeu o divórcio dos seus pais. Sua tia Betty Hicks, se casou com um astro de cinema:  o cantor Mário Lanza. Dolores costumava visita-los na casa de Beverly Hills, mas jamais lhe cofessou seu desejo de ser atriz. Contudo seu sucesso na carreira lhe veio sem muita luta. Dolores havia se formado por um colégio católico de Hollywood e se matriculado na "Loyola University" da Califórnia, com a intenção de formar-se em psicologia antes de resolver o que fazer de sua vida. Um estudante de Loyola, encantado com sua beleza e cohecendo suas ambições artisticas, enviou fotografias dela para o produtor da Paramount, quando este procurava uma garota desconhecida para ser a namorada de Elvis Presley em "Loving You". Dolores então venceu as 150 canditadas com seu talento e naturalidade. Ganhou também um contrato com Hall Willis da Paramount e um novo sobrenome - Hart - já que Hicks significa "capirinha" em inglês. Quando Mário Lanza soube de sua vitória perguntou:
- Por que nunca me disse que queria ser atriz?
- Eu não queria que me apontassem sempre como "a sobrinha de Mário Lanza", que venceu só por pistolão...
De fato, poucos souberam do seu parentesco com ele.
Cartaz do seu último filme, antes de entrar para o convento.
Depois de "Loving You" Dolores fez mais cinco filmes "emprestada" por Wallis a Metro e a Fox. Um deste marcou sua vida: "São Francisco de Assis". Uma amiga íntima sua contou:
 - Quando se estava preparando para o papel de Santa Clara, Dolores leu tudo o que pode sobre esse personagem e, antes de iniciar as filmagens, visitou cidades e conventos habitados por ela. Ao voltar da Itália, onde foi realizado o filme, veio a minha casa e chorou copiosamente porque achou que não havia interpretado Santa Clara com o devido sentimento...
Uma vez, descrevendo Dolores, um jornalista publicou: "Ela é Grace Kelly, sem as luvas." ou seja, uma lady sem ostentação. Era óbvio que Dolores não poderia adaptar-se ao ambiente de Hollywood. Sem suportar a falsidade do show business e não ter se indentificado inteiramente com o ambiente de festas e premières Dolores procurou um convento em Connecticut e se alistou. Hoje ela é a Irmã Judith. Em 1963 um pouco antes do seu grande passo ela escreveu ao seu agente:
- Não pense que este é um gesto precipitado ou impulsivo de minha parte. Desde 58 que venho visitando anualmente o convento e aqui fazendo duas semanas de retiro espiritual. As longas horas de meditação, deram-me a certeza de que o serviço a Deus é a minha verdadeira vocação."
 Meses antes de se inscrever no convento Dolores rompera com o seu noivo, o industrial Don Robinson explicando que analizando o seu coração viu que não estava totalmente preparada para assumir essas responsabilidades. Talvez pelo fato de sua mãe ter de divorciado de seu pai, ela teve medo de ser infeliz.
Nos fins de 66 ao receber o hábito de Sister Judith, a ex Dolores Hart escreveu para sua mãe que considerava sua carreira de estrela de cinema uma fase ilusoria e passageira de sua vida. Dolores
é a única freira com direito a voto na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Irmã Judith.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

"Mamãe" Jayne Mansfield

 Sempre que Jayne Mansfield era vista em Hollywood estava acompanhada dos filhos, a rainha das manchetes escandalosas parecia realmente ser uma ótima mãe pois até o último momento de sua vida estava em companhia de seus filhos. Enquanto outras estrelas (ou mesmo ricas mulheres comuns) contratavam babás ou empregadas para cuidar dos filhos Jayne fazia questão de leva-los aonde quer que ela fosse, e em sua casa eles circulavam sempre felizes. Apesar de seus escandalos na imprensa, ela estava lá sempre que eles precisassem, sempre com o beijo de "good night". Jayne foi casada 3 vezes oficialmente.  Primeiro com Paul Mansfield, depois com Mickey Hargitay e  por último seu empresário Matt Cimber Ottaviano. Ela teve 3 filhos com o segundo marido: Mickey Jr ou Miklos, Zoltan e Maria.

Jayne e seu segundo marido Mickey Hargitay.
Jayne Marie é filha de seu primeiro marido, de quem ela consevara o sobrenome. Com Ottaviano ela teve outro menino: Anthony Ottaviano, mas o casal divorciou-se um ano após o casamento, e teve uma longa briga judicial pela posse do menininho. Enquanto isso Mickey Hargitay alfinetava:  - Divorciei-me de Jayne porque descobri que, ao invés de coração, ela tem apenas um grande busto.
Meras palavras de um homem desprezado que logo após da briga de Jayne com Ottaviano correu para o seu lado em Hollywood, ganhando fama como eterno marido de Jayne.
 Certa vez quando perguntada o motivo de ter tantos filhos respondeu:
 - Adoro crianças! Elas são mais a razão da minha vida do que a minha própria carreira. Se Deus quiser, ainda terei muitos e muitos filhos. E, como já disse, não hesitarei em abandonar minha carreira por eles. Nunca o contrário.

Jayne Mansfield e sua filha mais velha: Jayne Marie.
Mas justamente o seu grande amor pelos filhos, acabou terminando em uma grande tragédia. Em fins de 66 seu pequeno Zoltan de apenas 6 anos de idade, teve o crânio fraturado e um braço amputado após ser atacado por um leão no zoológico de "Jungleland", onde a estrela posava para um filme comercial. Pode-se dizer que a insistenciade Jayne em ter sempre os filhos ao seu lado foi a principal causa da tragédia. Se ela tivesse feito como 90% das famosas e deixado Zoltan com a babá nada lhe teria acontecido. Mas Jayne sempre achou que as crianças devem ter todas as oportunidades de "good time" e não deixaria Zoltan em casa, sabendo da paixão dele por zoológico.
Jayne com Zoltan, no hospital.
Excentrica, ela criava uma espécie de onça em casa, que segundo ela era domesticada. Não tinha medo, e posava agarrada a ele. Mas não foi sua ona que a matou, mas sua paixão por velocidade. Terminou em um acidente automobilistio perto de New Orleans em uma madrugada de 67. Ao seu lado, o advogado Sam Brody que iria se tornar o seu 4º marido dali a algumas semanas. Morreram juntos, horrivelmente decapitados, quando um caminhão a sua frente diminuiu a velocidade e o chofer de Jayne não teve tempo para freiar o carro. Entre ambos, os cachorrios que Jayne tanto adorava. E no banco de trás, os três filhos de Hargitay: Miklos 8 anos, Zoltan (novamente ele) de 6, e Maria, de 3. Sofreram apenas escoriações gerais e um braço quebrado (Miklos), mas certamente jamais esquecerão do impacto da tragédia. Só não estava com ela Jayne Marie (que se recurara a acompnha-la porque não gostava do novo noivo da estrela, o acusava de te-la agredido.) e o pequenino Anthony que ficara com pai em L.A.

Jayne e todos os seus filhos.



Pode-se dizer que o amor maternal de Jayne Mansfield acompanhou-a até o ultimo momento, no prazer que possuia de ter os filhos consigo. Ela certamente gostaria de saber que apesar dos erros e escandalos foi citada como boa mãe em todos os obituários.



Bibliografia: Hollywood Nua e Crua - Dulce Damasceno de Brito Consiglio
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